terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Oxigênio terapia hiperbárica e feridas do pé diabético

Equipe de técnicos da Universidade de Toronto não identificam qualquer benefício significativo da oxigenoterapia hiperbárica no tratamento das úlceras do pé diabético.
Dos 103 pacientes avaliados nesse estudo, 49 foram submetidos ao tratamento hiperbárico e 54 a placebo. Foram realizadas 5 sessões semanais durante 6 semanas. Os pacientes de ambos os grupos foram seguidos durante 12 semanas com controle das infecções, desbridamentos sequenciais, curativos especiais e dispositivos de contato total.
Pois bem, os resultados não evidenciaram nenhuma diferença relevante entre os dois grupos no que diz respeito a:

  • níveis de amputação
  • tamanho das lesões
  • evolução das feridas
  • grau de classificação das feridas
  • cicatrização
Daí a conclusão do Dr. Fedorko, autor principal do estudo: "No estágio atual, não podemos recomendar o recurso (à terapia hiperbárica) para o risco de amputação nem para acelerar a cicatrização desse tipo de ferida."

Estudo anterior na Universidade da Pensilvânia, publicado em 2013, já concluiu que a HBO (Oxigenoterapia Hiperbárica) "não alterou a probabilidade de amputação nem de cicatrização das úlceras do pé diabético".

Para aprofundamento do assunto, sugerimos:

https://www.e-pansement.fr/actualites/ulcere-du-pied-diabetique-loxygenotherapie-ne-reduit-pas-le-risque-damputation

http://care.diabetesjournals.org/content/36/7/1961.short